Rendas de apartamentos estão a cair nas cidades mais ricas do mundo

São Francisco, EUA / hoto by Joseph Barrientos on Unsplash
São Francisco, EUA / hoto by Joseph Barrientos on Unsplash

As rendas dos apartamentos estão a cair nos grandes centros financeiros do mundo, como Nova Iorque, Toronto, Londres ou Sidney. Quer os estudantes internacionais, que habitualmente fazem crescer a procura e que estão “presos” em casa, quer os jovens arrendatários, o grupo mais móvel no setor imobiliário, veem menos motivos para pagar um preço elevado para viver nos locais que, afinal, já não são o centro de tudo, relata a Bloomberg.

“As pessoas são loucas se não estiverem a negociar uma renda mais baixa agora”, disse Tim Lawless, diretor de research para a Ásia-Pacífico da CoreLogic, citado pela agência financeira. De acordo com a Bloomberg, o teletrabalho generalizado, aliado ao encerramento de lojas e bares (por causa da pandemia), que tornavam a vida numa cidade mais divertida, está a provocar mudanças na hora de decidir e escolher um local para morar.

As áreas periféricas estão a tirar partido desta nova realidade, uma vez que há cada vez mais pessoas dispostas a ir viver para os subúrbios, nomeadamente em casas maiores e com mais espaços ao ar livre, ainda que o “fim” do apetite pela vida nas cidades seja considerado pelos especialistas um mito urbano.

Rendas em queda em várias cidades

A Bloomberg analisou algumas das cidades mais ricas do mundo. Em Nova Iorque, por exemplo, no condado de Westchester, os preços de compra de casas unifamiliares aumentaram 16% em relação ao ano anterior. Por outro lado, os preços dos apartamentos em Manhattan para arrendar são os mais baratos desde 2013 – a renda média afundou 11%, com quedas ainda maiores no caso dos estúdios.

Em São Francisco, por exemplo, a renda média mensal de um estúdio caiu 31% em setembro em relação ao ano anterior, para 2.285 dólares, cerca de 1.925 euros. Em Londres, a queda no número de estudantes internacionais e de profissionais que procuram residências temporárias na cidade também está a surtir efeito: nas áreas mais ricas da capital, os arrendamentos caíram 8,1% no ano até setembro, a queda mais forte em mais de uma década, de acordo com a Knight Frank, citada pela agência financeira.

Já no centro de Toronto, as rendas caíram 14,5% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, as propriedades também estão no mercado por mais tempo – 26 dias em agosto, frente a 14 dias no ano anterior. Embora as mudanças não sejam tão dramáticas como em algumas cidades, a realidade também mudou em Sidney, que também regista queda de preços no mercado de arrendamento.

Fonte: Idealista

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