Procuram-se mais casas para arrendar ou para comprar em Portugal? E onde?

Onde é que a pressão da procura na oferta é maior e menor, e onde é que os estrangeiros estão interessados em comprar ou arrendar casa.

Foto de The Lazy Artist Gallery no Pexels
Foto de The Lazy Artist Gallery no Pexels

A pandemia está a ter efeitos diretos na habitação, a vários níveis. No caso da procura sobre a oferta, o impacto manifesta-se de forma distinta no mercado de arrendamento e no mercado de venda de casas, e segundo as diferentes regiões do país. De que forma? E quais são então as zonas consideradas mais atrativas para a procura internacional desde que chegou a Covid-19? E desde que países? O idealista responde com base em dados.

pressão da procura na oferta é mais forte no mercado de arrendamento que no mercado de venda, segundo os dados de comportamento dos utilizadores do idealista, sintetizados no Relatório anual do Mercado Residencial 2020 Portugal, baseado em dados do INE, da Pordata, do IEFP e do idealista/data. No mercado de venda, o valor médio nacional situa-se nos 1,2 pontos, sendo a procura relativa da oferta de imóveis residenciais mais pronunciada em Lisboa, Évora e Setúbal. Do lado oposto destacam-se os distritos do Funchal, Viana do Castelo, Viseu e Vila Real, onde a procura relativa é baixa. Já o mercado de arrendamento, apresenta uma “notável” diferença relativamente ao mercado de venda: o valor médio a nível nacional situa-se nos 8,9 pontos. Entre os distritos com maior procura relativa de casas para arrendar estão Santarém, Beja e Portalegre. Contrariamente, Guarda, Bragança, Aveiro e Ponta Delgada é onde se verifica uma procura relativa mais baixa.

indicador de pressão da procura sobre a oferta baseia-se no número de leads (contactos por email, ofertas e guardados nos favoritos) recebidos por anúncio do idealista. Por um lado, os leads mostram a procura de imóveis residenciais por parte dos utilizadores e, por outro, o número de anúncios mede a oferta de imóveis disponível no portal. Desta maneira, o indicador sintetiza a pressão da procura sobre a oferta em cada zona de Portugal e para cada segmento de mercado (venda e arrendamento), e utiliza-se para medir situações do mercado quando a procura relativa é alta ou baixa.

Procura relativa por capitais de distrito

Lisboa e Évora destacam-se como as cidades com maior procura relativa para comprar, seguidas de Santarém, Setúbal e Leiria com indicadores próximos. Guarda, Braga e Beja ocupam o sexto, sétimo, e oitavo lugares, respetivamente. De acordo com a análise do relatório do idealista,  a maioria das capitais de distrito apresenta um indicador de procura abaixo da média nacional.

No mercado de arrendamento destacam-se Santarém como a capital de distrito com a maior procura relativa, seguida de Beja, Portalegre, Setúbal e Leiria. Ao compararmos ambos os segmentos de mercado (venda e arrendamento), observa-se que o mercado de arrendamento sofre uma maior pressão na procura.

“O ano de 2020 foi, previsivelmente, extremamente atípico no que diz respeito à correlação entre variáveis do mercado imobiliário. É necessário analisar as zonas em muito mais detalhe, a um nível mais local, para se compreender o verdadeiro impacto da pandemia. A paralisação de setores de atividade, como o turismo e a restauração, foram, e são, muito impactantes na envolvente socioeconomica, e por consequência, no mercado imobiliário, seja a nível da oferta, como na procura”, analisa Inês Campaniço, responsável do idealista/data em Portugal.

Onde é que os estrangeiros querem comprar ou arrendar casa

De acordo com os dados do idealista de 2020, 22% da procura por imóveis residenciais é internacional. Espanha, França e Brasil lideram o ranking de países que procuram imóveis residenciais em Portugal. Mas afinal, quais são as zonas mais atrativas para comprar ou arrendar casa?

As ilhas, a região do Algarve bem como regiões do norte, são as zonas do país com maior percentagem de procura  internacional. A Madeira (47,2%) ocupa o primeiro lugar da tabela, seguida de Faro (43,2%), São Miguel (38,7%), Viana do Castelo (37,9%) e Vila Real (33,1%).

Pelo contrário, verifica-se uma menor procura com origem internacional no distrito de Lisboa (15,8%), seguido de Setúbal (16,3%), Porto (17,3%), Évora (18,2%) e Santarém (20,1%).

Funchal é a capital de distrito que regista uma maior incidência de procura com origem internacional. Entre as cidades que sobressaem com maior procura estão ainda Viana do Castelo, Faro, Ponta Delgada e Bragança. Pelo contrário, Évora, Coimbra, Beja, Lisboa e Setúbal são as capitais de distrito com menor procura de origem internacional.

“De notar que os distritos têm uma procura internacional superior às capitais de distrito, mostrando que para os utilizadores internacionais o mais importante não é viver nas grandes cidades”, lê-se no relatório do idealista.

Fonte: Idealista

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